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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Verbena



Durante as noites, ausente
O coração em outras paragens
Solitário errante, mil viagens
Dois olhos fixos na mente...

Um luar e um lume de amor
Alumiam a tristeza do seu íntimo.
O seu poderio é escasso e ínfimo
Diante de tão vil ditador

Como ousas, Cupido?
Desafiar um homem de dura cerviz
Que nunca por ti foi ferido?

Hoje, porém o meu choro
È orvalho sobre uma verbena feliz
De cabelo luzidio e louro.

José Anchieta

Um comentário:

  1. Mais um belo poema. Ah, o cupido com sua flecha certeira...

    Ótima noite!
    Abraço

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