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sábado, 21 de agosto de 2010

Soneto


Sei que nunca terei os teus carinhos,
Sei que nunca terei o teu amor!
Sou espinheiro à margem dos caminhos,
És a gota de orvalho sobre a flor!

Nasci no pó e ferem meus espinhos,
Nasceste em nuvem branca de esplendor.
Morro no mundo triste dos sozinhos
Voltas aos céus em blocos de vapor!

Ah! Amo-te demais, com desatino,
Mas sei qual a distância nos separa
E acato as leis amargas do destino.

Curtirei em segredo esta paixão,
Guardando n’alma tua imagem rara,
E a dor no apaixonado coração!

Lucan (Um amigo do Recanto)

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