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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Poeticamente Correto


Não me embriago com o forte vinho
Nem com a sidra de doces maçãs
São os teus olhos – as duas romãs
Que embebo com gestos de carinho

Não preciso de tantas jóias brilhantes
Nem quero utensílios de fina prata.
É os teus olhos – a riqueza exata
Que guardo em cofres de diamantes.

Os teus olhos tão belos, querida
São memoriais no córtex do meu juízo
Se eu perdesse os sonhos ou a vida

E ainda os detivesse em meu poder
Não me importaria pelo vão prejuízo
E ainda exultaria de gozo e prazer.

José Anchieta

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