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sábado, 21 de agosto de 2010

Requiescat in Pace


- Coração, quantas vezes foste ferido
Pelo menino que detém cheia a aljava?
Quantos sonhos febris à luz da lua alva
Pelo ser tão desejado e mui querido?

Quantas ilusões permearam o meu seio
Trazendo-me tanta dor, tantos tormentos?
- Coração, quantos lívidos juramentos
Fizestes à criatura amada sem receio.

Hoje, eu padeço terríveis dores cardíacas
Não posso te culpar e nem o maldigo.
Extravaso o amor em composições líricas.

Quando partimos desta esfera enigmática
Dir-te-ei ante o meu último e fraco suspiro:
- “Requiescat in pace” meu caro amigo!

José Anchieta

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