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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Soneto do Primeiro Beijo


No momento em que o ósculo acontece
Faz tremer as pernas e extasia o peito
No minuto exato em que tudo é perfeito
Unem-se os lábios em uma única prece.

O meu - foi numa mágica noite quente
Enquanto a lua brilhava esplendorosa
Ouvi sons de sinos! E um aroma de rosa
Penetrou-me as narinas, sutilmente.

Não sei se foram apenas febris ilusões
Ou se foi correspondente a realidade.
É assim quando nos rendemos às paixões?

Com aquele beijo veio o triste desencanto
Que me ensinou a amar com mais serenidade
Antes que viesse a bruma de um pranto.

José Anchieta

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