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terça-feira, 27 de julho de 2010

Soneto do Primeiro Amor


Os nossos olhares se aninham n'alma febril...
Nossos lábios esvaziam toda a embriaguez
De um beijo. Tênue carícia... Vaga timidez!
Eu apaixonei-me pelo teu semblante gentil.

Os nossos corpos quase desnudos, suados.
Sorvem perfumes de uma manhã de primavera.
Estalam com o calor e o desejo. O amor é fera
Incontida em nossos poros dilatados.


Finalmente, entrega-se a mim, excitada e nua
Em um retrato horizontal e quase convexo...
Cheirosa como uma flor! Linda como a lua!

-Ah que lindo arrebol matutino!
Vejo no espelho das águas o mágico reflexo
Do teu corpo esbelto e pequenino...

José Anchieta

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