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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Soneto de Solidão


De repente ouviu-se um barulho
No silêncio inquietante da madrugada
Um som de canto e de passarada
Um nítido e suave arrulho...

De repente viu-se um clarão
Repentino, a iluminar a sala
Uma luz branda e de opala
Que raiou também no coração

E uma música suave e alegre
Percorria os cômodos da casa
Não, eu não estou com febre!

Quem vive sozinho inventa visões
Mesmo que voe com uma única asa
Sairá ileso dos vis aguilhões.

José Anchieta

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