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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um Poema de Amor


Quis subtrair d'um jardim, bela flor
Perseguiu-me um cão petulante
E uma abelhinha irritante
Atraída pelo seu agradável odor

Quis cantar-lhe o mais lindo louvor
Mas não sei dedilhar um violão
Quis retratá-la n'uma barra de sabão
Mas sou um péssimo escultor

Quis soprar-lhe ao ouvido - amo você!
Ao ouvir do vento, o rumor
Balançando os verdes ramos do ipê.

Quis dar-lhe rosas, não pude.
Trago apenas um poema de amor
E desejo-lhe paz e saúde.

José Anchieta

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