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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Acróstico


Jacente, o meu olhar nem sonha mais.
Oásis que finda toda a sua água.
Sabedoria não me tira esta mágoa
É o vazio da respiração que ocupa os madrigais.

Dádivas, quisera ser merecedor d'alguma.
Ebúrneo, o sorriso quase não sai, quase não sai...

Aconchegados no coração outrora
Narcotizado por um beijo de afã
Cismei de seus carinhos minha barregã
Hoje não a vejo mais minha senhora.
Inda ontem pranteei c'as flores do jardim.
Esperança se foi do meu peito pardo
Taciturno, me esqueci que era um bardo.
As lágrimas jorravam para dentro de mim.

José Anchieta

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